domingo, 20 de julho de 2008

NOVO MODELO DE APRENDER PARA PROFESSORES E ALUNOS – AMBOS A ENSINAR

“Cabe a escola forjar o novo sujeito que será capaz de participar ativa e criativamente deste processo, criticá-lo e refiná-lo. A Educação precisa se reorganizar para incluir em seu processo educativo uma pedagogia, metodologias, técnicas e recursos que permitam um novo paradigma que substitui a competição (alienante e individualizante) pela cooperação entre os sujeitos e a necessidade do físico pelo virtual”. Patrícia Alejandra Behar, 2004

É um parágrafo impactante da autora acima citada. Por tudo que estamos vivenciando com a Educação nas escolas, onde cursos, seminários, congressos, grupos de estudo se esforçam para “forjar o novo sujeito”, com o intuito e o firme propósito de espalhar, informar e multiplicar tudo o que foi discutido e concluído, em parte, nessa tentativa de reorganizar o processo educativo, é em vão.
Desnecessário dizer, que esses propósitos esbarram na burocracia e na falta de políticas públicas educacionais. Quando falamos nas tecnologias aplicadas à educação, nos deparamos, então, com os extremos: muitas vezes alunos além e professores aquém. Muitos questionamentos surgem... coloco em primeiro lugar: como “mexer” a auto-estima do profissional em educação? Somente após esse “mexer” positivo, acredito que consigamos reorganizar a pedagogia, metodologia, técnicas e recursos, fazendo com que a Educação seja participativa, canalizadora de talentos, que ora estão adormecidos – substituindo a competição.
Competição gerada pela forma de avaliar, pelo aluno que vale zero ou dez, recebendo estímulos para continuar ou desistir da raia, onde não é trabalhado o objetivo de cada aluno. Trabalhar objetivos do plano pessoal e estimular a validade do esforço para alcançá-los, foi deixado de lado, parece sem importância. Retorno à auto-estima e encontro o “x” da questão. Educadores em alto astral, alunos em alta aprendizagem.
As escolas – através de seus diretores e programas de governos – se equipam, compram equipamentos e mobiliários, criando o laboratório de informática, na tentativa do uso pedagógico do computador no aprendizado, viabilizando a construção do conhecimento. Para isso, nós ainda precisamos pesquisar como o aluno aprende os componentes curriculares pelo computador. Daí, advém à pergunta: como as pessoas aprendem hoje? Não existe resposta científica e as pesquisas continuam na busca.
Desde já, defendo a construção de mapas conceituais, uma proposta construtivista na aprendizagem, uma ferramenta para organizar e representar o conhecimento de qualquer segmento.
Concluindo – desconsiderando as diversidades – onde todos estejam aptos para tornar o ambiente de aprendizagem uma verdadeira troca de informações e conhecimento surte efeito o novo modelo de aprender para professores e alunos – ambos a ensinar, onde cada um tem potencial de dar e principalmente saber receber, por parte dos professores, ambos ensinam, ambos aprendem.-
Bibliografia:
DUTRA, Ítalo Modesto. Novas Formas de Aprender, Novas formas de Avaliar
BEHAR, Patricia Alejandra. As Novas Tecnologias da Informática e das Comunicações e o Novo Modelo Educacional
RAMAL, Andrea e DECCACHE, Renato

3 comentários:

Linux-Grupo 01 disse...

Helenara!
Dentro do processo ensino aprendizagem o papel relevante ainda é o do professor, hoje ouvimos, estudamos, participamos de seminários, mas está faltando algo, talvez o mais importante no processo que é saber multiplicar, como tu muito bem colocaste em teu texto.Mudar a roupagem não é o suficiente precisamos investir no conhecer a informática para trabalharmos cada componente curricular de forma a acrescentar os conhecimentos dos nossos alunos, tornando-os cidadãos críticos e participativos, conhecendo e utilizando-se de ambientes virtuais de aprendizagem que levem a construção de novos conhecimentos.

Margarete Curto Schütz
NTE- Cachoeira do Sul

Noeli_Magale disse...

O profissional em educação precisa querer mudar, de nada adianta participar de muitos cursos se na prática não muda nada, precisamos internalizar as mudanças ocorridas.Quando falamos em novas tecnologias, precisamos estar cientes de que a educação precisa delas para estimular a aprendizagem.As escolas devem criar espaços para que esses profissionais busquem formas de se apropriar dessas ferramentas que tornarão a educação mais atraente e estimule a busca de novos conhecimentos por parte do aluno e do professor.

Rosimeri disse...

Helenara!
Trabalhar com tecnologia nas escolas é um grande desafio para os professores, pois necessitamos de preparação, disponibilidade e entusiasmo. É um novo jeito de aprender a aprender, alunos e professores interagindo nesta nova visão pedagógica.Este é nosso desafio.